Queridas famílias...




Venho hoje trazer palavras de reflexão e de certa forma para despertar uma provocação em nós, agora falando também como mãe. Li recentemente essa reflexão da Janú Cristino e queria dividir com vocês algumas palavras inspiradas nas dela...

Muitas escolas estão enviando para casa ou online, atividades para os pequenos realizarem em casa com a ajuda de seus pais. Não estou criticando de forma alguma, até porque estamos com esse trabalho com o Ensino Fundamental. E, até mesmo posso enviar algumas propostas de brincadeiras para vocês, mas o que venho hoje abrir meu coração é na questão de ser pai e mãe atualmente, de ser adulto de referência e sobre esse adulto que precisa recorrer às redes sociais sobre o que fazer ou como fazer com a criança que está em casa...

Ser pai e mãe tem seu ônus e bônus, não quero romantizar a situação, pois sei que não é fácil administrar a nossa rotina com a rotina das crianças. Também sou mãe, mas parentalidade vai muito além de procurar ideias do que fazer com as crianças. E não somos melhores ou piores pais se não seguirmos essas sugestões. Cada família tem sua própria organização e sua forma de se relacionar.

Não adianta nada eu fazer uma atividade que acho interessante para a criança, se ela não está interessada, se ela deseja realizar outra brincadeira ou simplesmente se estou fazendo isso pelo fato de achar que preciso fazer porque, ora bolas, estou com meu filho em casa e não sei o que faço com isso...

Será mesmo que não sabe? Será mesmo que perdemos a nossa própria sabedoria interna a ponto de não saber como se relacionar com o próprio filho em um ambiente tão seguro e conhecido por ele mesmo?

Por que eu como mãe ou pai, preciso fazer tudo isso de atividades em casa e transformá-la em um espaço como se fosse uma escola, sendo que a casa é a casa da gente e a criança sabe que não está na escola e está em casa?

Será que é tão difícil assim administrar e equilibrar as nossas ações com as ações das crianças?

Por que eu tenho que procurar respostas nas redes sociais sobre o que fazer com meu próprio filho se a resposta está na própria relação que estabeleço com ele todos os dias?


Será que é possível escutar e permitir a iniciativa ou convite deles sobre o que eles mais gostam de fazer? Ou será que estou tão distante dessa relação que, na primeira oportunidade que somos levados a nos conectar com as crianças, procuro respostar nos outros e não em nós mesmos?

Que tal buscar essa conexão com os filhos enquanto cada um realiza suas tarefas?

Podemos estar presentes, ao mesmo tempo em que respeitamos o trabalho de cada um... No brincar é igual: estamos presentes, preparamos o ambiente, mas não somos os protagonistas do brincar de nossos filhos. Não sejamos tão exigentes conosco e com eles, criem uma rotina que favoreça a convivência amorosa e saudável e deem tempo para vocês.

A expectativa do brincar sozinho é muito grande, mas na realidade é um vai e vem, tem troca de olhar, o ambiente se organiza de novo, tem um sorriso aqui, um abraço lá...


O que venho refletir com vocês é que não temos obrigação de brincar ou fazer atividades com as crianças o tempo todo, promovam o brincar livre e observem... Simplesmente observem...

A criança fica muito mais segura, feliz e ativa quando ela percebe que é percebida! Observe os movimentos, as palavras, os gestos, as feições, o tom de voz, as sensações, as imitações, enfim, a criança é um mar de possibilidades quando paramos e observamos. Ela busca o nosso olhar e não a nossa participação.

Posso garantir que quando você para simplesmente para observar, conhecemos uma criança linda que não tínhamos ideia que já possui tantas habilidades e competências.

Esqueçamos um pouco dos brinquedos prontos, preparemos os ambientes de brincadeira com objetos não estruturados (caixas, potes, bacias, baldes, elásticos, pregadores, chapéus, sapatos, etc), vamos promover a criatividade e o poder de criação!

Não nos esqueçamos do que a nossa Abordagem Pikler propõe: cuidados diários. Aproveitemos esses dias para realizar os cuidados diários com todo tempo, atenção e observação... - Troca de fraldas - Banho - Alimentação

Esses momentos são essenciais e primordiais para garantir um processo de aprendizagem positivo. Através deles trabalhamos sensações, texturas, gostos, sentidos, além da troca de olhares e afeto. Proponham banhos diferentes, de mangueira, quem puder, no tanque, quem não amava? Aquela bacia ou piscina guardada há tempos, que tal utilizar no banho? Por que não uma música neste momento?

A troca de fraldas precisa ser compartilhada, a criança precisa ser protagonista do processo. Você já parou para pensar nisso? Ela pode levar a fralda, o lenço e a pomada. Ela realiza os movimentos e finaliza junto a você!

E a alimentação? Quando possível, peça ajuda da criança para elaboração do cardápio, seja escrevendo a receita (do jeitinho delas), seja separando os ingredientes, seja atuando na elaboração, seja na arrumação da mesa. Aliás, por que comer somente na mesa? Por que não um piquenique no meio da sala? Ou no quintal, ou até mesmo na sacada? Por que não experimentarmos novas possibilidades?

Nossos filhos são nossos! Precisamos conhecê-los mais do que ninguém!

Talvez esse momento que estamos vivendo seja também para reestabelecermos os laços familiares tão importantes no mundo atual.

Tudo isso faz sentido para você?

Se sim, vamos juntos e sigamos tentando essa conexão tão incrível entre pais e filhos... Se não, tudo bem! Simplesmente descarte a leitura e vida que segue =)

Queremos cada dia mais nos unirmos para o nosso bem maior: o seu, o meu, os nossos filhos...


Abraços carinhosos,

Cibele Renó Diretora

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