Seminário de Mães do Vale


O Seminário de Mães do Vale, é um projeto incrível idealizado pela psicóloga Lívia Rocha, uma mulher inquieta e que de alguma maneira, assim como nós, tem necessidade de levar informação e conhecimento de qualidade às famílias e comunidade.


No encontro, estiveram presente várias pessoas para provocar indagações e reflexões sobre o “educar os filhos”.


Thais Basile, educadora parental, que também já fez formação com nossa equipe, levou como tema: “Como educar entre o autoritarismo e a permissividade”. Trouxe como reflexão o papel dos pais nesse percurso de educar.


- Os pais são a principal ferramenta para lidar com os filhos.

- Infelizmente dentro de nossas casas, mostramos o nosso pior... E, deveria ser o contrário!

- A punição não traz autorregulação...

- Na sociedade, mostrar as emoções é sinal de fraqueza... E, a criança traz essas emoções nua e crua.

- A criança exige presença! Ela vive no presente! Mas, o adulto está sempre lamentando o passado ou programando o futuro.


Thais nos trouxe também alguns mitos, que dificultam nossa maneira de educar, pois carregamos isso como verdades!


· Mito 1: Criança age mal “porque sim”

· Mito 2: “Em outras épocas as crianças eram diferentes...”

· Mito 3: “A criança precisa de frustração extra.”

· Mito 4: “O mundo está como está pela permissividade...”

· Mito 5: “Os filhos são narcisistas e egocêntricos”

· Mito 6: “A criança se tornou o centro da família”

· Mito 7: “Pais não podem ser amigos dos filhos”


Ninguém evolui em linha reta, mas em spiral, pois a aprendizagem é um vai e vem...

Só conseguimos ser melhores praticando, pois essa nos leva à evolução e não precisamos de perfeição!


Concluiu com a seguinte frase:

“Um mundo novo precisa de novas estratégias de educação, honrando nossos antepassados pela nossa vida e por todo amor que recebemos. Eles fizeram o melhor com o que tinham em mãos, e tenho certeza que gostariam que fizéssemos ainda melhor!”

Para saber mais sobre a Thais Basile, podem acompanhar a sua página no facebook ou instagram: Educação para a paz por Thais Basile.


Em seguida à querida Thais Basile, tivemos o impecável Ivan Capelatto, psicoterapeuta especialista em crianças, adolescentes e famílias. Ele nos trouxe a fala: “A importância dos primeiros anos de vida”. Quanta riqueza de conhecimento!

Iniciou sua fala com a frase de Mark Twain:

“Os dois dias mais importantes da sua vida são quando você nasce e o outro, o dia que você descobre o porquê.”


Nos trouxe em detalhes sobre o sistema límbico:


- Amigdala cerebral nasce, se forma junto com o coração. Por volta de 45 dias de vida fetal...

- É a produtora da ansiedade e do medo que serão traduzidos em raiva, que é a resposta imediata à estimulação.

- Raiva é oriunda da ansiedade e do medo.

A RAIVA É SEMPRE FILHA DO MEDO!

Nos trouxe também o conceito real de AFETO:

- Associação entre os sentimentos de apego (amor) e medo (dinâmica amigdalar).

- Na ausência do ser amado = amor

- Na presença = amor à raiva, ciúme, medo de perder... (quanto mais perto, maior a percepção das diferenças pessoais).


Contou sobre as fases do desenvolvimento: fase oral, fase anal, fase fálica, fase da latência e fase da adolescência. Esse tema poderíamos ficar anos estudando cada um deles, pois há uma complexidade enorme de itens. Mas, ele deu ênfase à SELF e ao EGO, que caso tenham interesse, vale a pesquisa mais detalhada sobre o assunto.

SELF = principal e única maneira do sujeito humano gerar, psiquicamente, o sentimento de “ser-si-mesmo”, não ser um outro, não perder a autoestima nem perder o sentimento de pertencer ao que escolhe e acredita. Se desenvolve no primeiro ano de vida!


O sentimento de pertença é quem promove a SELF.

EGO = segunda oportunidade para que uma criança possa ganhar uma sensação de ser si mesma e poder gerar sonhos, desejos e alguma ética, empatia e compaixão, mas sempre precisará de um “alguém” por perto, para exercitar o “desejo de ser desejado” por esse outro.

Um adolescente sem SELF e EGO:

- vazio existencial

- tédio constante

- indiferença dos sentidos e das emoções: o silêncio


Choro, birra, gritos e má conduta são sinais de vida! Porém, pedido de socorro...

A raiva sustenta a angústia, sem ela perecemos na doença mental, doença física ou morte.

A angústia é a sensação máxima do medo de perder algo que não se sabe... E como acabar com ela? Falando sobre! Quando não se fala, parte-se para os antidepressivos, álcool, drogas ilícitas, pois essas inibem a amigdala, que como vimos acima é a produtora da ansiedade. Quando não partem para as ajudas acima, a tendência são as ideações suicidas, grupos de ideologia ou virtualidade.

O fim das coisas, traz raiva... por isso ao interromper a atividade de uma criança ela chora e faz birra, pois está com raiva daquilo acabar!

Qual a tríade saudável?

- Ética interna (juízo crítico e superego)

- Compaixão (admitir a diferença)

- Empatia (colocar-se no lugar do outro)

“O desejo fundamental do ser humano é o desejo de ser desejado!!!” Lacan, 1970.

Ivan Capelatto concluiu sua fala/aula incrível com a seguinte frase:

“É preciso algemar os filhos ao seu amor!”


Para saber mais sobre Ivan Capelatto, segue sua rede social facebook: Clínica Capelatto

Em seguida à essas duas falas que nos deixou instigados a buscar mais, tivemos uma mesa redonda com representantes de projetos de inclusão com o tema: “A diferença também constrói”, mediado pela psicóloga Livia Rocha. Estiveram presentes:


- Família Down de Taubaté e região que é um grupo de apoio às famílias com filhos downs.

- Projeto Vem com a gente com a Jane, mantenedora do Colégio Opção.

- Sabrina Conecta com um projeto de Comunicação, Desenvolvimento Humano, Autismo, Empatia, Amor e Conexão.

- Gisele de Luna, com projeto de acessibilidade em festas.


Foi um bate-papo esclarecedor e encantador.


No segundo momento, após o almoço, tivemos a presença da Monica Marques, educadora física e representante da Companhia Atlética. Trouxe o tema: “Os benefícios da atividade física no desenvolvimento infantil.”


Monica nos trouxe várias pesquisas sobre a importância da atividade física na infância:

- As crianças que mais se desenvolvem fisicamente são aquelas que vêm seus pais praticando atividade física.

- As crianças precisam pular e correr, pois exercícios de impacto ajudam a fixar o cálcio.

- A atividade física melhora o desempenho escolar.

- A atividade física inibe a produção de citocina anti-inflamatória.

- A prática de 150 minutos de atividade física por semana, diminui a ansiedade.


Falou também sobre evitar o açúcar até os 3 anos de idade, pois ela atua no mesmo centro de recompensas no cérebro que a nicotina e a cocaína. Vicia e deforma o centro de recompensa... Dá sensação de prazer.


Até os 5 anos, a criança está numa fase rudimentar. Ela precisa aprender a rolar, rastejar, arremessar, etc... Tudo isso, prepara para as modalidades específicas.


Concluiu com a frase: “Atividade física, se não houver prazer, não vai acontecer!”


Terminamos o dia com a incrível palestra de mãe e filha: Thais e Roberta Bento, com o tema: “O desafio de educar e ser educado em tempos de mudanças profundas”

Mãe e filha nos trouxeram dicas e experiências para melhorar a relação com os filhos e aprimorar os estudos. Além de contarem sua vida pessoal e suas conquistas. Para saber mais sobre a vida dessas duas incríveis: www.soseducacao.com.br


3 fatores para melhorar os estudos:


1- Prática de atividade física

2- Boa noite de sono: ciclo completo de sono a noite, limpa as toxinas do cérebro.

3- Prática de estudo espaçada: aula dada é aula revista em casa para que o cérebro entenda que não é lixo e guarde as informações. Quando se estuda em cima da hora, não dá tempo de organizar o conteúdo no cérebro à longo prazo.


Outras dicas:

1) Filho que não sai do celular ou tablete:

- pare de falar para sair do celular!

- eles nasceram nessa época... o uso pode acontecer, se:

*praticar atividade física;

*fizer a tarefa ou leitura de pelo menos 20 minutos por dia;

*ter responsabilidade compartilhada em casa;

*dormir de 9 à 12 horas por dia.


2) Fazer uma coisa de cada vez:

*se estiver brincando à sem TV;

* se estiver assistindo TV à sem brinquedos;

*se estiver fazendo tarefa à sem celular;

*se estiver comendo à sem celular e sem TV.

Agindo assim, melhoramos a concentração de nossos filhos! Mas, lembrando que somos os maiores exemplos...


3) Para estudar:

*25 à 30 minutos de estudo à pausa de 5 minutos para se movimentar (tomar água, banheiro, andar) à mais 25 à 30 minutos e assim por diante.


Concluíram sua fala com a seguinte frase:

“A expectativa POSITIVA dos pais é capaz de mudar o cérebro dos filhos.”


Para concluir, foi um sábado inteirinho de muita aprendizagem e provocações. Tivemos a presença das queridas mães: Ana Letícia Cornetti, Flavia Valentini, Juliana Neuman, Glaucia Furlan, Erika Veiga, nossa psicóloga Vanessa Barroso e eu, Cibele Renó.

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Por Cibele Renó

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